AmadoGanesha
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Amor-próprio

Voltar a confiar na própria voz

Você começa a contar o que percebeu numa conversa e se corrige antes de terminar. “Deixa pra lá.” “Acho que tô exagerando.” Com o tempo, até formular uma pergunta pode parecer uma exposição grande demais.

Aqui não se trata de escolher um papel, agradar menos ou negociar horários. Trata-se daquele instante em que a própria frase perde o direito de chegar ao fim. Quem pode te escutar sem antecipar a conclusão? Você consegue reler o que escreveu antes de apagar?

Confiar na própria voz não é ter certeza absoluta nem supor que sua primeira impressão sempre está certa. Pode ser registrar o que ouviu, perguntar “foi isso que você quis dizer?” e permitir-se rever a ideia quando encontrar informação nova. Mudar de opinião não faz sua fala deixar de ser sua.

Se alguém vem diminuindo sistematicamente o que você diz ou controlando suas escolhas, não é só uma questão de “ter mais autoestima”. Procure pessoas confiáveis e apoio adequado, sobretudo se houver medo ou insegurança. Não precisa resolver isso por conta própria.

Qual frase sua você tem interrompido antes do ponto final? Talvez ela não precise estar pronta para merecer ser ouvida.

Se quiser continuar essa conversa, escolha o espaço que fizer sentido. Nenhum deles substitui apoio profissional quando necessário.

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